estava a dar na sic e lembrei-me desta fala tão interessante, que ficou-me quando vi no cinema:
Christopher Gardner: It was right then that I started thinking about Thomas Jefferson on the Declaration of Independence and the part about our right to life, liberty, and the pursuit of happiness. And I remember thinking how did he know to put the pursuit part in there? That maybe happiness is something that we can only pursue and maybe we can actually never have it. No matter what. How did he know that?
Friday, April 02, 2010
The Pursuit of Happyness (filme)
Monday, March 15, 2010
Camelo sabe o que descobri no deserto...

não tinha senão o telemóvel...e isto tinha de ser registado...
Friday, March 05, 2010
didn't think yellow would want to get away...
i used to be grey with spots of yellow
you made me yellow with spots of grey.
i even got enough yellow to give away.
now yellow been loosing it's space
little by little, brightening away
giving grey back it's place
but yellow was good to me
specially with spots of grey
it fitted and i wish it would stay
come back, come back if you may
yellow could never full me
not ever, nor today
but now i have to accept grey
even if yellow rests on my taste
coz he wants, again, to play hide away
you made me yellow with spots of grey.
i even got enough yellow to give away.
now yellow been loosing it's space
little by little, brightening away
giving grey back it's place
but yellow was good to me
specially with spots of grey
it fitted and i wish it would stay
come back, come back if you may
yellow could never full me
not ever, nor today
but now i have to accept grey
even if yellow rests on my taste
coz he wants, again, to play hide away

Wednesday, March 03, 2010
there's no place like home...there's no place like home...
partilhei o metro ontem com um rapaz novo, muito formalmente vestido, que volta e meia, mesmo a andar, batia com os calcanhares um no outro....fez-me lembrar a Dorothy, do Feiticeiro de Oz.....já do outro lado do arco-íris!Tuesday, February 23, 2010
...always liked wearing the 2 people i love longer
Sunday, February 14, 2010
Saturday, February 06, 2010
Monday, January 25, 2010
packing or unpacking
...ultimamente, ou começo a fazer malas muito cedo, ou demoro a desfazê-las....no fundo, quero sentir que estou sempre próxima desse momento da viagem (ou a ir, ou mesmo de chegada)....por isso, parece agora fazer parte da decoração da casa...
Sunday, January 17, 2010
tanka 3
Neste nosso mundo
amor não tem qualquer cor -
contudo o meu corpo
como está profundamente
manchado com a cor do teu!
tanka de Isumi Shikibu, in "Japão no feminino I, Tanka séculos IX a XI"
tanka 2
Se isto fosse um sonho
certamente te veria
uma vez ainda -
porque tem o amor desperto de ficar incompleto?
tanka de Ono No Komachi, in "Japão no feminino I, Tanka séculos IX a XI"
certamente te veria
uma vez ainda -
porque tem o amor desperto de ficar incompleto?
tanka de Ono No Komachi, in "Japão no feminino I, Tanka séculos IX a XI"
tanka
o meu desejo de ti
é forte para contê-lo -
assim ninguém vai culpar-me
se è noite for ter contigo
pela estrada de meus sonhos.
tanka de Ono No Komachi, in "Japão no feminino I, Tanka séculos IX a XI"
é forte para contê-lo -
assim ninguém vai culpar-me
se è noite for ter contigo
pela estrada de meus sonhos.
tanka de Ono No Komachi, in "Japão no feminino I, Tanka séculos IX a XI"
Thursday, December 31, 2009
Thursday, November 05, 2009
Thursday, October 15, 2009
fragile
the things i exposure,
i put out there,
without knowing if it's going to fall
or be caught...
it hurts many times
but i don't know any other way
...hope there's some beauty in it at least...somehow...
Tuesday, October 13, 2009
Wednesday, October 07, 2009
njinjiritane

voa njinjiritane,
sai dessa gaiola,
esse espaço agora pequeno para ti
que te tornava deconhecido dos ares.
e vai abrindo cada vez mais as tuas asas,
faz-te ouvir, faz-te sentir,
sem nunca perder a inocência daquela música de criança
agora reservada à lembrança
para não deixar fugir um certo som familiar que queres continuar a ouvir.
deixa que outros o conheçam
quando passares pelos teus novos destinos,
embalando noites quentes e frias,
aconchegando corações com todas as tuas cores.
sai dessa gaiola,
esse espaço agora pequeno para ti
que te tornava deconhecido dos ares.
e vai abrindo cada vez mais as tuas asas,
faz-te ouvir, faz-te sentir,
sem nunca perder a inocência daquela música de criança
agora reservada à lembrança
para não deixar fugir um certo som familiar que queres continuar a ouvir.
deixa que outros o conheçam
quando passares pelos teus novos destinos,
embalando noites quentes e frias,
aconchegando corações com todas as tuas cores.
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(obrigada pelas fotos a.s.)
Monday, October 05, 2009
Monday, September 21, 2009
intemporalidade tonta
...algumas vezes engulo em grosso os momentos que passo aqui...já pensei que a solução seria ter nascido nos anos 20/30 e poder desfrutar dos musicais americanos, da brodway e mgm........mas hoje pensei que algo mais neutro e intemporal: ser um desenho...estou ainda indecisa se animado ou gráfico?
Wednesday, September 02, 2009
o deserto também me vai acompanhando na leitura....
"Ah, mas o mundo árabe não funciona assim! A regra principal é: nada tem uma solução definitiva e não há nada que não tenha algum tipo de solução provisória."
"Contei-te então que tinha reparado que o nosso guia, o Ali, conhecia um dos tuaregues da caravana e que se haviam sentado os dois no chão, de mãos dadas e numa estranha lengalenga: um fazia uma série de perguntas breves a que o outro dava respostas igualmente breves; e, depois, invertiam os papéis - o que tinha estado a responder passava a perguntar e o outro passava a responder. E, quando o estranho diálogo acabou, ficaram os dois em silêncio, sempre de mãos dadas e a olhar em frente.
- O que é que eles perguntam um ao outro?
- Como tens passado? Como está a tua mulher? E os teus pais? E os teus filhos? E os teus irmãos? E o teu rebanho? E as tuas pastagens? E por aí fora...
- E porque é que ficam calados depois?
- Porque já não têm mais nada de importante para dizer.
Fiquei a pensar na tua resposta: "Ficam calados porque já não têm mais nada de importante para dizer." E fiquei a pensar no que me tinhas dito antes, sobre os sahraoui: "Como não têm nada, absolutamente nada, poupam tudo. Poupam a água, a comida, poupam as energias viajando de noite para evitar o calor. Até poupam nas palavras."
"Depois disso, voltei onze vezes ao Sahara.(...) Mas voltei, porque o deserto tornou-se quase um vício e a minha íntima religião, o único divino a que prestava contas e onde me reencontrava."
(all in "No teu deserto", de Miguel Sousa Tavares)
"Contei-te então que tinha reparado que o nosso guia, o Ali, conhecia um dos tuaregues da caravana e que se haviam sentado os dois no chão, de mãos dadas e numa estranha lengalenga: um fazia uma série de perguntas breves a que o outro dava respostas igualmente breves; e, depois, invertiam os papéis - o que tinha estado a responder passava a perguntar e o outro passava a responder. E, quando o estranho diálogo acabou, ficaram os dois em silêncio, sempre de mãos dadas e a olhar em frente.
- O que é que eles perguntam um ao outro?
- Como tens passado? Como está a tua mulher? E os teus pais? E os teus filhos? E os teus irmãos? E o teu rebanho? E as tuas pastagens? E por aí fora...
- E porque é que ficam calados depois?
- Porque já não têm mais nada de importante para dizer.
Fiquei a pensar na tua resposta: "Ficam calados porque já não têm mais nada de importante para dizer." E fiquei a pensar no que me tinhas dito antes, sobre os sahraoui: "Como não têm nada, absolutamente nada, poupam tudo. Poupam a água, a comida, poupam as energias viajando de noite para evitar o calor. Até poupam nas palavras."
"Depois disso, voltei onze vezes ao Sahara.(...) Mas voltei, porque o deserto tornou-se quase um vício e a minha íntima religião, o único divino a que prestava contas e onde me reencontrava."
(all in "No teu deserto", de Miguel Sousa Tavares)
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